3 da manhã

22 Dec

3 da manhã e o relógio batendo em seu quarto. Lentamente, mas batia. E ela tentava dormir, apenas para vê-lo. Ele, o príncipe encantado, o homem de seus sonhos. Sonhos que tinha toda noite, toda madrugada. Cada manhã acordava sentindo sua falta, sentindo vontade de que ele fosse verdade, que não fosse apenas um sonho continuo, destinado a prevalecer para sempre em sua memória, em seus sonhos. E o coração batia forte, as mãos suavam. E tudo por um príncipe de sua imaginação.

Príncipe só de nome. Ele era comum, gostava das mesmas coisas que ela. Dava flores de presente. Rosas brancas, sempre. A amava com uma intensidade exorbitante. E era tudo que ela queria. Tudo que incansavelmente procurou durante toda a sua existência e nunca chegou perto. Nunca chegou perto de achar alguém na qual pudesse confiar. Nunca teve a oportunidade de olhar nos olhos de alguém e jurar que aquela pessoa seria a sua única. Seria sua razão para viver, o que a faria respirar todos os dias.

Isto não existe mais. As caixas de chocolate, os bilhetes de amor, até mesmo as perfeitas rosas brancas não existiam mais, simplesmente ficarão na memória. Na memória de um romantismo impecável que um dia existiu. E hoje dá lugar a pessoas que não valorizam até a singela inocência de uma nova paixão.

E então ela fecha os olhos, pronta para encontrá-lo novamente. Mesmo que nos seus sonhos.

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