Archive | December, 2012

3 da manhã

22 Dec

3 da manhã e o relógio batendo em seu quarto. Lentamente, mas batia. E ela tentava dormir, apenas para vê-lo. Ele, o príncipe encantado, o homem de seus sonhos. Sonhos que tinha toda noite, toda madrugada. Cada manhã acordava sentindo sua falta, sentindo vontade de que ele fosse verdade, que não fosse apenas um sonho continuo, destinado a prevalecer para sempre em sua memória, em seus sonhos. E o coração batia forte, as mãos suavam. E tudo por um príncipe de sua imaginação.

Príncipe só de nome. Ele era comum, gostava das mesmas coisas que ela. Dava flores de presente. Rosas brancas, sempre. A amava com uma intensidade exorbitante. E era tudo que ela queria. Tudo que incansavelmente procurou durante toda a sua existência e nunca chegou perto. Nunca chegou perto de achar alguém na qual pudesse confiar. Nunca teve a oportunidade de olhar nos olhos de alguém e jurar que aquela pessoa seria a sua única. Seria sua razão para viver, o que a faria respirar todos os dias.

Isto não existe mais. As caixas de chocolate, os bilhetes de amor, até mesmo as perfeitas rosas brancas não existiam mais, simplesmente ficarão na memória. Na memória de um romantismo impecável que um dia existiu. E hoje dá lugar a pessoas que não valorizam até a singela inocência de uma nova paixão.

E então ela fecha os olhos, pronta para encontrá-lo novamente. Mesmo que nos seus sonhos.

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Devaneios

22 Dec

Hoje era para o mundo ter acabado. Invasão extraterrestre, apocalipse zumbi, chuva de meteoros, eu não ligo. Mas o que todos acreditavam é que hoje era o fim. Mas para mim, era o fim de um outro começo.

Eu nunca acreditei nessas bobagens. Nunca, na minha eterna razão pensei que temos um dia marcado para morrer. Para tudo acabar. Para tudo que existimos acabar em pedaços. Para que haja um fim.

E logo quando minha vida estava se acertando, eu teria que deixar tudo para trás. E mesmo. Nada mais existiria. Nenhum dos meus pensamentos estaria salvo, e nem mesmo eu. E pensando nesse monte de fins, foi quando pensei que ainda há esperança. E não temos um minuto a perder.

O tempo passa, o relógio gira, e a cada movimento dos ponteiros foi um momento que pode ter sido perdido. Um momento crucial. E por isso, não quero mais desperdiçar meu tempo. Não irei mais.

Sempre considerei minha escrita como o único talento que tenho. Não sei dançar, cantar, nem nada relacionado a esportes. Mas sempre consegui me expressar melhor por meio das palavras. Cada letra, um pedaço de uma história. E é uma grande história que agora quero construir.

Não preciso me apresentar, há uma aba que diz um pouco sobre mim. Mas são nos textos que você pode encontrar minha verdadeira pessoa, minha vida.

E devaneio por devaneio, vou construindo esse blog. Essa história.

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